Em 2021, o Piauí registrou um total de 2.360 divórcios. O número representa um aumento de 52,1% em relação ao total contabilizado no ano de 2020 (1.551). Os dados são da Pesquisa das Estatísticas do Registro Civil, divulgada nesta quinta-feira (16) pelo IBGE.
Segundo o IBGE, considerando a série histórica, o ano de 2020 foi atípico e a queda acentuada no número de divórcios pode estar associada ao período da pandemia de Covid-19, considerando o afastamento social e a paralisação temporária de muitos serviços, inclusive o andamento de processos judiciais.Nos últimos
dez anos o maior número de divórcios aconteceu em 2013 e 2016, quando
foram deferidos, respectivamente, 2.959 e 2.941 divórcios no Piauí.
O estado que
registrou a menor duração média dos casamentos no país foi o Acre, com 9,6
anos, quase 7 anos a menos que a duração do casamento no Piauí.
No Piauí, em 2011, a
maioria dos divórcios aconteceu nos cinco primeiros anos de casamento, 16,30%
das dissoluções. Essa característica foi mantida nos anos seguintes chegando ao
percentual máximo dos divórcios em 2016 (20,19%). Em 2021, o maior número de
divórcios também ocorreu no período de 1 a 5 anos de casados, concentrando
18,51% das separações
A idade
média dos homens piauienses ao divorciar-se é de 44,9 anos, a terceira mais
alta do país, ficando atrás apenas dos homens do Rio Grande do Sul (46,2anos) e
do Pará (45,4 anos). No Brasil, a idade média dos homens ao divorciar-se é de
43,6 anos, inferior à idade média dos homens piauienses.
Por sua vez,
a idade média das mulheres piauienses ao divorciar-se é de 41,7 anos, a
terceira maior do país, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul (43,1 anos) e
do Pará (41,8 anos).
No Brasil, a
idade média das mulheres ao divorciar-se é de 40,6 anos, inferior à idade média
das piauienses.
Na avaliação
dos divórcios concedidos em 1ª instância, por tipo de arranjo familiar,
observou-se que a maior proporção das dissoluções ocorreu entre as famílias
constituídas somente com filhos menores de idade, atingindo 47,15%, próximo ao
indicador de 2020, quando registrou 47,59%.
Merece
destaque o fato de que a ocorrência de divórcios em arranjos familiares sem
filhos seja de 23,51% em 2021 e 21,35% em 2020, percentuais que não chegaram à
metade daquelas famílias com filhos menores.
Fonte:
Cidade Verde
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