segunda-feira, 1 de julho de 2019

Polícia Federal deve realizar novas diligências em inquérito envolvendo Ciro Nogueira

“HELICÓPTERO”, “CERRADO” e “PEQUI” LEVAM A CIRO, DIZ PF
_Senador Ciro Nogueira ao lado do ex-presidente Lula
Senador Ciro Nogueira ao lado do ex-presidente Lula 

Um dos inquéritos no âmbito da Lava Jato contra o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, foi enviado última semana à Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (DICOR) da Polícia Federal para novas diligências. 

O inquérito foi aberto para apurar o suposto pagamento de mais de R$ 7 milhões em propina pela Odebrecht ao político piauiense, através do Setor de Operações Estruturadas, que teria iniciado a partir de 2010, quando o político concorreu à cadeira de senador da República pelo Piauí.
O pedido de novas providências feito pela Procuradoria Geral da República (PGR) consta da tramitação do Supremo Tribunal Federal (STF) com data de 17 de junho. Já no dia 26 de junho o ministro relator Edson Fachin determinou as diligências. E no último dia 27 os autos foram remetidos à Polícia Federal.
Nesse inquérito, Ciro Nogueira é investigado por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa por recebimento de dinheiro não contabilizado. 
Na planilha da empreiteira seu codinome é apontado como que sendo “helicóptero”. Em outras ocasiões, em face dos supostos muitos recebimentos, o codinome seria “Cerrado” e “Piqui”.
O inquérito da Polícia Federal aponta ainda que era o empresário Lourival Nery quem teria recebido parte das entregas para Ciro Nogueira, em São Paulo. Em outras ocasiões é declinado o nome de “Fernando”, um outro homem de confiança do senador da República, discreto e com uma vida que não levantava qualquer suspeita.
Um dos principais delatores nesse caso é Cláudio Melo Filho, chefe de relações institucionais do grupo Odebrecht. 
A contrapartida que o presidente do PP teria que dar em face do recebimento de propina seria trabalhar pelos interesses da Odebrecht no Senado Federal.  
Uma delas é atuar em prol da Medida Provisória 613/2013, que concedia incentivos à produção de etanol e à indústria química por meio de crédito presumido e redução de alíquota do PIS/Pasep e da Cofins, desonerando a compra de matérias primas, algo de interesse da Braskem, pertencente ao grupo baiano.
O senador Ciro Nogueira tem dito que confia na Justiça e que as investigações irão provar a sua inocência. 
Edição: Veja PHB com informações e imagens do180 Graus

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